Ronaldo Werneck lança livro na Casa de Leitura Lya Müller Botelho no dia 5 de novembro.

Cataguases Século XX/antes & depois é um livro que traça um breve panorama da história da cidade, que vem de meados do Oitocentos, passa ao longo do Novecentos e chega aos tempos atuais. A obra tem como escopo mostrar a evolução de Cataguases – de seus primórdios até os dias de hoje.

E também direcionar uma releitura socio-geográfica dos fatos históricos da cidade, evidenciando a existência de um projeto civilizatório que tomou todo mundo: do talento dos ases literários e cinematográficos que marcaram os primórdios de sua cultura aos industriais e sua tecnologia, que impulsionaram o crescimento da cidade. Aqui está uma Cataguases em constante transformação, memória em movimento: vida.

Preservar a memória

A obra de Ronaldo Werneck procura preservar a memória e mostrar a história de Cataguases através dos séculos (XIX, XX e XXI) por meio de textos trabalhados pelo autor e enriquecidos por ampla iconografia. Trata-se de uma panorâmica que se propõe a destacar os acontecimentos vivenciados pela cidade de Cataguases ao longo do tempo.

Uma história não meramente cronológica, mas produto daqueles que interferem em seu processo, das pessoas que protagonizaram e daquelas que protagonizam sua trajetória. Encontra-se no livro de Werneck não só a história da  formação de Cataguases, mas também a de sua arte, de sua economia, de seus costumes e de seus criadores, os inúmeros artistas que atuaram e atuam no campo da cultura, seu motor por excelência.

Uma panorâmica histórica

Trata-se de uma panorâmica da história de Cataguases, resultado de uma intensa pesquisa realizada pelo autor ao longo dos anos – em obras referenciais e em outras pouco conhecidas –, além de trazer reminiscências de uma vida inteira de seu engajamento literário e cultural.

A “paixão” de Ronaldo Werneck por Cataguases e sua história data de mais de meio século, e pode ser comprovada por vários textos publicados ainda nos anos 1960 e até mesmo por todo um poema-livro intitulado “Pomba Poema”, editado em 1977 quando do centenário da cidade.

Ou de livros de ensaios mais recentes que o autor publicou sobre dois nomes icônicos da cultura cataguasense, de reconhecimento nacional, de quem foi amigo: o cineasta Humberto Mauro (Kiryrí Rendáua Toribóca Opé, Editora Artepaubrasil, São Paulo, 2009) e o escritor Rosário Fusco (Sob o signo do imprevisto, editado pela Poemação Produções, Cataguases, 2017).                                                                                                                                                                                                                                                                                            Ou ainda da organização, em 2013, de um número especial do Suplemento Literário Minas Gerais, da Secretaria Estadual de Cultura (BH), sobre Cataguases.

O livro tem seu início em meados do século XIX, com a chegada do francês Guido Marlière, que começou a povoação da localidade onde hoje se situa Cataguases. Tudo narrado com riqueza de detalhes, inclusive alguns relatos dos desbravadores estrangeiros que nela chegaram.

Enfim, com um abrangente voltar-se sobre a cidade, Cataguases Século XX: antes & depois circula pelas passagens mais curiosas e importantes da história. A visão literária abordada nos textos segue a máxima de que a história não é mera cronologia, mas produto daqueles que interferem em seu processo, das pessoas que protagonizam sua trajetória. E por estar em permanente construção não pode ser aprisionada pelo tempo. Com mais de 300 páginas, o livro é amplamente ilustrado, e traz textos de Carlos Drummond de Andrade, Marques Rebelo, Pedro Nava, entre outros grandes nomes que escreveram sobre Cataguases.

Em seu prefácio, escreve Angelo Oswaldo, ex-Secretário de Cultura de Minas e hoje exercendo o quarto mandato como prefeito de Ouro Prefeito

“Uma cidade povoada de poetas faz com que um deles, Werneck, tome o fio da História, ilumine a Memória e celebre a “poesia nossa de cada dia”, ao trazer para este livro a narrativa poética da saga da Meia-Pataca e Cataguases inteira. Ronaldo Werneck toma o século XX para acrescentar-lhe o antes e o depois, a fim de pontuar o itinerário poético da cidade em que nasceu a vertente verdejante do modernismo brasileiro, rodou o cinema inaugural de Humberto Mauro e edificou-se o primeiro traço de Niemeyer em Minas Gerais. E à qual ele dedica grande parte de sua própria obra”.

Mineiro de Cataguases, o poeta Ronaldo Werneck é também cronista e ensaísta. Lançou vários livros nas últimas décadas. O mais recente: momento vivo, poemas (Editora Tipografia Musical, São Paulo, 2019).

Fonte: www.ronaldowerneck.com.br/

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